Ás vezes paramos para fazer algo que realmente nos traz tranquilidade e serenidade. E aqui estou eu, porque hoje estava com tempo e me lembrei que podia escrever. Como sempre pude. Porque escrever será sempre o meu maior acto de liberdade, até mais que pensar. Porque eu não escolho o que penso, mas posso escolher sobre aquilo que escrevo.
Acompanho estas palavras com um bom som, porque há muito que sentia falta desta tranquilidade que eu sei que vai acabar mal acabe de escrever este pequeno texto. No entanto, enquanto o escrevo, gozo dos melhores sentimentos que podemos sentir, na minha opinião: serenidade, paz, conforto e tranquilidade. E o dia já valeu apena por eu conseguir senti-los nem que fosse por breves momentos. A verdade é que só sentimos falta de algo quando isso nos abandona por completo. Por esse motivo, hoje dou valor a um quarto silencioso ocupado por uma cama confortável, por onde posso ver as nuvens lá fora e o tímido sol a atravessar as cortinas. A isto junto uma boa música e o sentimento de que lá fora não há nada mais importante que este momento. É simples assim. Não importa as desilusões que se encontrar por detrás de mais uma vida, que neste caso é a minha. Não importam as preocupações, os desesperos de todos os meus últimos dias. Esquecemo-nos com frequência de que podemos morrer a qualquer momento... Qualquer momento nosso pode ser o último. Porque desperdiça-lo a sentirmo-nos mal com a vida, com o que nos rodeia? É difícil de lidar com isto, mas tudo vale apenas, assim como nada vale apena... Basta escolher o que é o nosso tudo e o que é o nosso nada. Pegar nos momentos e determinar o que é que eles significaram para nós, pegar na nossa vida e dar-lhe uma volta, sem perder a esperança, sem deixar que o desespero nos domine. Eu sei que neste momento são palavras fáceis. Mas porque não tentar que seja assim diariamente? Eu gostava... Mas parece que além destas quatro paredes o mundo não me facilita a tarefa... Simplesmente porque tudo parece demasiado desanimador e determinado a deitar-me abaixo. Ou talvez seja só a minha maneira de encarar as coisas...
Vou fumar um cigarro lá fora, agora... Espero que os meu "tudo" que vale apena não se perca além destas quatro paredes e que todas as coisas boas que estou a sentir permaneçam comigo... Vou apenas pensar que é simples.*
Gostei muito da maneira como descreveste o teu momento, fui capaz de imaginar o sitio onde estavas e como ele aparenta ser. :b
ResponderEliminarMuito obrigada! :)
EliminarMuito obrigada! :)
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