Eu obriguei-o a ir embora. Algo simples, mas sem dúvida que me custou imenso.
Pensei em ser egoísta. Pensei em parar de tentar fazê-lo ir para casa, dado que ele não parecia ter vontade de ir. Mas não podia ser, eu sempre prometi a mim própria zelar pelo bem dele, e não falhei.
Então, obriguei-o a ir embora. Foi difícil esconder a minha revolta e a minha tristeza.
Não podia olha-lo e, quando o olhava, era para ver se ele estava bem.
Tinha de lhe virar a cara. Porque não queria que ele me visse a chorar. Ia parecer uma menina.
Então cheguei a casa e acendi um cigarro para tentar prender o choro até entrar em casa.
E eu entrei, esperei para ficar sozinha e, aí, aí eu chorei. Mas já mais pensei dizer-lhe.
Mal eu sabia que, sozinho, ele também chorava por não me puder ter ao lado dele...
Eu não queria que ele chorasse. Eu pedi-lhe que não chorasse mas eu, eu chorava ainda mais...
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