domingo, 25 de dezembro de 2011

Old times

"Encontrei uma maneira não muito casual hoje em dia visto que quase ninguém escreve. Existem coisas sobre as quais não deveria escrever, coisas que nem sequer deveria falar sobre elas, nem eu nem a maioria das pessoas. já todos o sentiram mas sei que nem muitos, nem poucos o conseguiram explicar por palavras, apenas alguns o conseguem fazer e esses são únicos.
O amor é a razão de todas as coisas é o motivo do céu ser azul e nem sempre cinzento, é a razão de anoitecer e estrelas brilharem no céu, o motivo de existirem flores e não só arbustos. Isto tudo justifica o pôr-do-sol à beira mar, é por isto que o amor existe, foi por isto que ele se criou. É lindo para quem o sente, ridículo para quem o observa e invejado, muito invejado por quem não o entende. Duvido que alguém passe sem ele, não consigo explicar melhor que isto. Não tenho profundidade nas palavras. Não sei fazer rir nem chorar, mas tenho um desejo louco em o fazer. Parece estranho, muito estranho. Por vezes existem coisas inexplicáveis mas também existe uma razão para tudo isto, gosto de ti, de uma maneira muito especial à qual já encontrei a resposta masm sim, é de ti.
Percebi então que já sabia de cor o teu nome, ao escrever imaginava cada traço teu ao pormenor: o teu cabelo castanho, os teus olhos que cada vez que os olho vejo-os sorrir, a tua flor porque, sim, é verdade, gosto muito dela é diferente e única bem como a tua boca que é perfeita e fofinha, faz com que as tuas expressões sejam claras e especificas. Conheço te bem, as tuas manias, os teus vícios, até a maneira como falas, sei de cor o teu tom de voz.
Lembro-me de tudo o que passamos juntos.
Como me habituei a ti?
Não é fácil explicar, mas eu nunca disse que o era. Acredito que seja uma questão de habito ou falta dele!! É impossível arranjar alguma coisa que te substituísse. Agarrava-me a qualquer coisa só para não ter tempo de me lembrar de ti. Ocupei o meu pensamento com varias coisas, refugiava-me na música que ouvia dia e noite para tentar apaziguar a dor, dor esta que quase servia como analgésico, distraia me a olhar as estrelas , fiz tudo e no fim percebi que não tinha feito nada.
Existem coisas que só o tempo poderia levar, sinto te em mim a cada dia que passa é verdade, mas acho também que te vou sentir para sempre até porque existe um estereótipo de pessoas inesquecíveis.
Foi então que no meio de tudo isto percebi que uma pessoa destas não se perde assim, sem luta, sem medos, e fazem com que lute por elas não apenas quando erramos mas sempre, a cada dia que passa.
Sabes que não preciso de te ver para me lembrar de ti, não preciso de chorar ou ficar triste só porque não me sais do pensamento, não preciso tocar te para sentir que te amo, não preciso de te abraçar para sentir como cheiras bem, não preciso que me olhes para saber que jamais te vou esquecer.
Tu habituaste-me assim!
Por mim escrevia um livro, mas se calhar não irias ler, escrevia mil páginas e não só umas meras e sinceras palavras, era muito mais que isto talvez merecesse uma folha mais bonita e arrojada mas o rascunho é mais puro e verdadeiro porque duvido ao escrever de novo e mais cuidadosamente os sentimentos fossem os mesmos e já não faria com tanto amor seja isso aquilo que for."

Se a minha intenção era recordar estas palavras com ódio? Sim, era. Mas eu não consegui. Chorei a primeira vez que as li, não de tristeza. E pensei que jamais iria sentir, de novo, essa sensação. Mas a verdade é que ela chegou de novo e eu chorei novamente a ler tudo isto. É lindo, sem dúvida que é lindo. Só gostava que tivesse sido mais sincero. 
Eu não sei porque fui buscar as nossas recordações. Eu deixei te para trás, e sei que não vais voltar, só se eu quisesse. Consigo perfeitamente manter te afastado da minha cabeça. Eu fiz outra escolha. E estou muito satisfeita com ela. Mas a minha magia ficou em ti, presa. Mas também a deixei para trás e arrependo-me profundamente de ter remexido em tudo isto, novamente. O que foi deixado para trás, deve ficar para trás.

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