Acho que tenho um fugido um pouco a um texto longo. Por falta de tempo, por falta de paciência ou talvez por medo de cair na tristeza. Mas hoje acho que preciso disto porque graças aos amigos maravilhosos que tenho, este fim de semana nao caí no tedio e consegui divertir-me mais do que nunca. As pessoas tem sido verdadeiramente atenciosas e prestaveis comigo e isso deixa-me feliz. Mas quando paro, por um minuto que seja, és sempre tu quem me vem a cabeça. E toda a gente diz que tenho de esquecer, de seguir em frente, mas as vezes eu fraquejo, fraquejo tanto que só me apetece virar as costas ao mundo. Mas agora os tempos mudaram e a minha vida é uma luta constante, em que tenho de me levantar da cama e aprender algo novo, lutar pelo meu futuro, futuro esse no qual eu pensei que ias estar presente. Eu procurei tanto tempo por alguém, por alguém diferente, por um amor diferente, livre de todas as hipocrasias deste mundo. Tu parecias-me tanto assim, mas revelaste-te o oposto. E eu ainda desejo que estejas ao meu lado porque vivo agarrada às minhas impressões sobre ti. Mas elas não são aquilo que tu és e é isso que me faz seguir sempre em frente e evitar deitar os olhos a qualquer coisa que tenha a ver contigo.
Agora estou em estado deprimente novamente. A que me agarro? A frases gravadas na memória como esta "não sei como ultrapassaste tudo o que passaste até agora, reages de uma maneira fantástica, como se nao se tivesse passado nada" e "admiro-te por seres uma lutadora constante, nada te deita abaixo", a todos aqueles que me admiram por aquilo que sou, que gostam de mim como sou e que se preocupam comigo diáriamente e, sobretudo, agarro-me a mim própria, porque sem dúvida que gosto da pessoa em que me tornei e vivo de forma transparente e sincera, sem pesos na consciência.
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